quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O funeral da nossa mãe, Célia Loureiro [Opinião]


Sinopse:

Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.

Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal...

Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas...


Opinião:


'O funeral da nossa mãe' tem como palco a bonita cidade de Vila Flor situada no Alto Alentejo e retrata a história de três irmãs. Mulheres ligadas por um laço de sangue mas que no entanto seguiram e viveram vidas absolutamente distintas umas das outras, com personalidades fortes e vincadas e que no entanto se voltam a juntar devido a uma tragédia.

Carolina Alves, mãe de Cecília, Luísa e Inês comete suicídio aos 58 anos de idade e a sua morte acaba por juntar as filhas que após tantos anos separadas se reúnem para se depararem com revelações que mudarão para sempre as suas vidas.

A autora começa por nos situar no plano temporal e geográfico e depois começa a apresentar as suas personagens: Carolina Alves, arrependida no seu quase leito de morte mas muito convicta quanto ao seu destino. Cecília, uma representante da típica mulher artista, eterna sonhadora que toca piano como ninguém. Luísa, uma mulher de pelo na venta. Destemida, forte e muito pratica. Uma mulher de negócios, que veste fato e quase usa gravata. Emigrante em França onde conseguiu pelo menos realizar a sua vida profissional. Inês, a mais jovem das três irmãs com uma boca que não conhece limites e que julga os homens todos pelo mesmo peso e medida até que conhece um homem que vem marcar toda a diferença.

A minha estreia com a jovem autora portuguesa Célia Loureiro foi o seu segundo livro 'O Funeral da Nossa Mãe'. A obra foi editada e publicada pela Alfarroba, tal como o seu primeiro livro 'Demência'.

Infelizmente para mim penso que ainda não tenho maturidade suficiente para saber apreciar como deve ser uma obra deste calibre. A escrita da Célia é sublime e tocante. Os pormenores, as descrições, as estruturas das personagens, do enredo, da trama, tudo foi pensado e está em absoluto equilíbrio, é mesmo uma ESCRITORA com letras maiúsculas mas o tipo de romance não é a minha zona de conforto.

A leitura foi demasiado lenta e confesso que estive para desistir do livro algumas vezes. Sei que me estou a repetir mas, como disse ainda há pouco, não tenho maturidade para saber apreciar e degustar como deve de ser um livro destes pelo que não me vou desfazer dele e muito provavelmente num ano destes voltarei a pegar nele e, quem sabe, não encontro aquilo que perdi durante esta leitura?

Apesar de não ter subido ao paraíso das letras com este romance não posso deixar de salientar o talento da Célia. 

Parabéns e muito sucesso. 
Boas leituras,






Obs: Leitura Tuga Agosto (Desafio lançado pela escritora/autora e blogger Andreia Ferreira no seu blog http://d311nh4.blogspot.pt)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O beijo das sombras (Merry Gentry #1) Laurell K. Hamilton [Opinião]


Sinopse: 

Entre num mundo emocionante, voluptuoso, e tão ameaçador quanto belo. Onde dominam paixões ardentes de seres imortais, outrora adorados como deuses ou demónios.
Os mais supremos seres sobrenaturais são fadas Sidhe, uma raça tão bela e poderosa que foi em tempos adorada como os deuses. Não só são luxuriosos, como incrivelmente bons amantes. Quando têm sangue real... são literalmente viciantes. Fadas de sangue puro não toleram as cidades e raramente vivem entre os humanos. Mas Meredith Gentry não é de puro-sangue. Ela tem sangue humano e por isso é mortal. Talvez também por isso, sinta que não pertence a lugar nenhum. Meredith Gentry, princesa da corte real das Fadas, faz-se passar por humana em Los Angeles, onde trabalha como detective privada. Mas, agora, o carrasco da rainha foi enviado para a levar de volta para casa - quer ela queira quer não. Subitamente, Meredith vê-se como um mero peão encurralado nos terríveis planos da sua tia. A tarefa que a aguarda: desfrutar da companhia constante dos homens imortais mais bonitos do mundo. A recompensa: a coroa - e a oportunidade de salvar a sua vida. O castigo por fracassar: a morte.


Opinião:

Merry é a princesa Meredith. Um membro da realeza Sidhe que anda fugida da corte há mais de três anos. No entanto, enquanto ela tenta uma vida mais ou menos normal longe da corte eis que ela recebe a visita peculiar de dois membros internos da corte da Rainha que querem a toda a força protegê-la e leva-la de volta à corte para que possa recuperar os três anos que viveu apartada da sua gente e dos seus costumes.

Sou fã da Laurell K. Hamilton, gostei muito dos dois primeiros livros da sua outra série publicada em Portugal, Anita Blake. No entanto este livrinho aqui não me convenceu. Nada de extraordinário. Nada de especial. É um daqueles livros que li mas que não me levou ao paraíso das letras. 

O inicio é muito lento e a acção só começou a partir da página nº 100 +/-. Gostei das informações e distinções entre as cortes Seelie e Umseelie e sobre o mundo Sidhe em geral mas não posso dizer que fiquei fã.

2* foi a minha cotação no Goodreads.


Boas leituras,